Não acredite em um poeta
Não confie em quem sabe
Milimetricamente
Perfeitamente
Encaixar palavras e desenhar o sentir
Não confie em quem sabe
Milimetricamente
Perfeitamente
Encaixar palavras e desenhar o sentir
Não acredite em um poeta
Não confie em quem sabe
Sempre
O que dizer
Como se não tivesse nada
A esconder
Não acredite em um poeta
Não confie em quem sabe
Te convencer
De que sentir é o melhor caminho
Para não se arrepender
Não confie em quem sabe
Te convencer
De que sentir é o melhor caminho
Para não se arrepender
Não acredite em um poeta
Não confie em quem sabe
Que no fim, nem sempre as palavras
Dão conta de expressar
Tudo que existe
Não acredite em um poeta
Não confie em quem sabe
Que, para um bom poema existir,
É preciso sangrar, por muito tempo,
É preciso quase ruir
Não confie em quem sabe
Que, para um bom poema existir,
É preciso sangrar, por muito tempo,
É preciso quase ruir
Não acredite em um poeta
Não confie em quem sabe
Que encaixar as palavras
Nem sempre dá contorno
Pra melancolia do existir
Não confie em quem sabe
Que encaixar as palavras
Nem sempre dá contorno
Pra melancolia do existir
Não acredite em um poeta
Não confie em quem sabe
Que sabe
O que dói
Não confie em quem pensa
Que sabe
Que a vida fica menos dolorida
Através da escrita
Frases perfeitas em um papel
Não acredite que um poeta
Pode te salvar
Da tua própria dor
Mas confie que um poema
Pode te mostrar um caminho
Para poder sangrar
Em paz
Helena Vicente
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